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15 Setembro 2022

Soltec alcança lucro líquido de €5,5 milhões no segundo trimestre do ano e aumenta as margens do seu segmento industrial para 6,4%

  • A empresa mantém as suas previsões para 2022 e encerra o segundo trimestre com solidez, reportando 146,7 milhões de euros em receitas, um EBITDA de 7,9 milhões de euros e um lucro líquido de 5,5 milhões de euros
  • A divisão industrial mostra sinais claros de recuperação e reporta margens EBITDA de 6,4% no segundo trimestre
  • A divisão de desenvolvimento de negócio atinge um pipeline superior a 12,9 GW e entra em novas regiões: México e Roménia
  • 340 MW em projetos fotovoltaicos foram rotacionados em Itália através de um acordo de parceria com a ACEA

A Soltec Power Holdings encerrou o segundo trimestre do ano com receitas de 146,7 milhões de euros, o que representa um aumento de 150% face ao mesmo período do ano anterior; um EBITDA ajustado de 7,9 milhões de euros (mais 19,9 milhões de euros face ao ano anterior); e um lucro líquido de 5,5 milhões de euros (mais 20,9 milhões de euros face ao valor reportado no primeiro semestre de 2021).

A Soltec encerra assim o trimestre reportando um desempenho financeiro robusto, reforçado pelas medidas implementadas pela empresa para compensar o impacto do atual contexto global de disrupções.

A empresa reportou receitas de 244,5 milhões de euros no primeiro semestre do ano, provenientes essencialmente do fornecimento de seguidores solares juntamente com outros serviços de construção, um EBITDA ajustado de -5,1 milhões de euros (+14 milhões de euros face ao primeiro semestre de 2021), enquanto o lucro líquido se situou em -10 milhões de euros, mais 9,9 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior. A empresa forneceu 1,7 GW em seguidores solares no primeiro semestre de 2022.

A empresa mantém as suas previsões para o ano completo de 2022. A Soltec Power Holdings prevê encerrar este ano com um EBITDA consolidado da empresa entre 15 e 20 milhões de euros. Prevê-se que as receitas da divisão industrial se situem entre 450 e 550 milhões de euros, com uma margem EBITDA entre 2% e 3%. Para a divisão de desenvolvimento de projetos fotovoltaicos, as previsões da empresa apontam para um EBITDA entre 7 e 11 milhões de euros.

Solidez operacional no negócio industrial

A nível operacional, a divisão industrial reporta números muito sólidos, com um backlog (projetos assinados pendentes de execução) que, no primeiro semestre do ano, se situou em 353 milhões de euros (1.984 MW), refletindo um bom grau de diversificação (América Latina (61%), América do Norte (25%) e Europa (14%)).

Quanto aos números de pipeline (projetos ainda não assinados, com uma certa probabilidade de sucesso), este item situou-se em 2.924 milhões de euros (24.024 MW), sendo a América Latina (29%) e a Europa (34%) os mercados mais significativos.

A empresa alcançou um histórico acumulado de 13,5 GW, tendo fornecido 1,7 GW em seguidores solares no primeiro semestre do ano.

Crescimento do pipeline da divisão de desenvolvimento de projetos e primeiros projetos em operação

A divisão de projetos fotovoltaicos da empresa encerrou o 2T2022 com um pipeline de 12,9 GW em diferentes fases de desenvolvimento, distribuído da seguinte forma: 5 MW em operação em Espanha, 230 MW em operação no Brasil e em Espanha, um backlog de 722 MW, 3.267 MW em fase avançada, 2.715 MW em fase inicial e 6.188 MW de oportunidades identificadas.

A divisão de desenvolvimento de projetos opera atualmente em 8 países muito relevantes no setor fotovoltaico. Até ao momento em 2022, a Soltec entrou em dois novos mercados, México e Roménia, reforçando o seu compromisso com ambas as regiões. Além disso, anunciou os seus primeiros 100 MW em desenvolvimento nos Estados Unidos.

A qualidade dos ativos da Powertis permite-lhe fechar contratos com clientes de elevada qualidade como a ACEA, com quem anunciou recentemente um acordo para o desenvolvimento conjunto de projetos fotovoltaicos

totalizando até 340 MW em Itália.

Merece igualmente destaque a entrada em operação, neste primeiro semestre de 2022, da primeira central fotovoltaica totalmente desenvolvida e construída pela Soltec Power Holdings: “La Asomada”, uma instalação de 5 MW localizada em Cartagena, Múrcia.

A empresa reportou ainda a ligação à rede de uma central solar em Pedranópolis (São Paulo – Brasil), com uma capacidade de 112,5 MW, prevendo-se a conclusão da construção de outra central no Brasil (projeto Araxá) nos próximos meses.

O projeto Powertis da Soltec apresenta-se altamente diferenciador graças a: 1) qualidade dos seus ativos; 2) diversificação adequada desses mesmos ativos; 3) equipa de desenvolvimento que a empresa dispõe.

Dívida financeira líquida

No encerramento do primeiro semestre de 2022, a Soltec reportou uma dívida financeira bruta de 175,4 milhões de euros.

Do valor total da dívida, 88 milhões de euros correspondem à divisão industrial, associados a um empréstimo sindicado que a empresa tem no seu balanço, com vencimento em fevereiro de 2024.

Por outro lado, na divisão de desenvolvimento de projetos, 49 milhões de euros correspondem a dívida de projeto associada a ativos em construção no Brasil.

Como resultado, a dívida financeira líquida situa-se em 147,5 milhões de euros.

Vantagem competitiva: integração vertical

Em maio passado, a Soltec Power Holdings apresentou o seu Plano de Negócios 2022-2025, no qual anunciou a criação de uma nova linha de negócio: a Soltec Asset Management.

Através da sua divisão de gestão de ativos, a empresa prevê obter fluxos de receita adicionais provenientes da venda de energia, que proporcionarão rendimentos recorrentes, sólidos e estáveis.

Esta divisão permitirá igualmente à empresa diferenciar-se dos seus concorrentes e maximizar o valor dos seus projetos, compensando os riscos existentes na cadeia de valor graças à sua diversificação geográfica e de negócio.

A Soltec publicou o seu roteiro para os próximos anos, no qual prevê alcançar receitas entre 780 e 840 milhões de euros através das suas três linhas de atividade (industrial, desenvolvimento de projetos e gestão de ativos). Do mesmo modo, para o período abrangido pelo Plano Estratégico, a empresa fixou o objetivo de alcançar um resultado operacional na ordem dos 100-120 milhões de euros.

Pretende alcançar estes objetivos graças às sinergias existentes entre as diferentes divisões e ao negócio robusto e recorrente resultante da sua integração vertical, bem como às perspetivas de crescimento do setor solar nos próximos 30 anos, devido em grande medida à competitividade em custos e às políticas públicas de impulso às energias renováveis.

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